Vias Biliares

As vias biliares são canais que comunicam o fígado, a vesícula e o intestino delgado. Esses canais ou ductos são responsáveis por enviar a bile produzida no fígado para ser armazenada na vesícula e posteriormente liberada no intestino para a digestão de produtos gordurosos. Existem basicamente dois tipos de via: as vias intra-hepáticas, que estão localizadas dentro do fígado, e as vias extra-hepáticas, que consistem em todo o trajeto que se localiza fora do fígado. 

As patologias mais comuns costumam ocorrer devido a uma obstrução desses ductos, e normalmente apresentam sintomas característicos como icterícia (coloração amarela da pele e esclera), colúria (urina de coloração marrom) e acolia (fezes esbranquiçadas), caracterizando o que chamamos de síndrome colestática. Quando há sinais e sintomas de infecção, pode sugerir que esse quadro de obstrução evoluiu para uma colangite, que é a inflamação dos canais que conduzem a bile na via extra-hepática, sendo o principal deles o colédoco. Nesse caso, há necessidade de internação hospitalar por se tratar de um quadro de maior gravidade.

A patologia que mais acomete a vesícula é normalmente a formação de cálculo no seu interior, denominada colelitíase. Em alguns casos, esses cálculos conseguem sair da vesícula e migram para os ductos biliares, podendo obstruir o colédoco. A principal abordagem cirúrgica para o tratamento de cálculos é a cirurgia por videolaparoscopia. Além disso, outra patologia que pode acometer as vias biliares são os cistos de colédoco, que normalmente apresentam caráter benigno, mas podem manifestar potencial de malignidade, por isso a abordagem cirúrgica costuma ser a mais recomendada. 

O tumor mais comum de vias biliares é conhecido por colangiocarcinoma, sendo uma forma rara de câncer que acomete majoritariamente pacientes idosos. Os sintomas normalmente cursam com dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e esclera amarelados), coceira generalizada e episódios de febre. De acordo com o Dr. Guilherme Cotta, normalmente a abordagem cirúrgica é a mais recomendada; no entanto, cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando sempre as particularidades de cada paciente e a complexidade da doença. 

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